Monday, January 23, 2006

E a noite estava calma. O céu estava limpo, sem nuvens, algumas estrelas. Estava abafado, quente. Ela pensava. Confusa é a sua mente. Tantas coisas, tantas... E nada. Ela se conhece, mas não sabe quem ela é. Ela era ela, mas não era ninguém. E chamava a atenção, porém as vezes parecia tão invisível. Certa de sua inconstância emocional ela se propôs a esquecer quem era e começar tudo de novo.
Agora ela não era mais ela. Era outra. Outra vida, outro nome, outro rosto, outro corpo, outro endereço... outra cabeça.
Voltava a pensar, a existir.
E vieram as certezas.
Ela não o amava. Tudo fora um sonho que se expirou em sua memória. E ela já não sofria mais...
E se sentia forte e feliz.
Os dias passavam e nada a incomodava. E era bom.
Mais dias se passaram e seu coração não se afligia, não se agitava.
E meses se foram. E ela já não sentia nada.
E o coração batia fraco.
Já não havia amor. Nem dor.
E ela já não existia mais.