Friday, October 30, 2009

La Même Histoire - Feist






Quel est doncO que é então
Ce lien entre nous Essa ligação entre nós,
Cette chose indéfinissable Essa coisa inexplicável?
Où vont ces destins qui se nouent Aonde vão esses destinos que se amarram
Pour nous rendre inséparables Para nos deixar inseparáveis?


On avanceAvançamos
Au fil du temps Na linha do tempo
Au gré du vent Na vontade do vento


On vit au jour le jourVivemos dia por dia
Nos envies, nos amours Nossos desejos, nossos amores
On s’en va sans savoir Partimos sem saber que
On est toujours Estamos sempre
Dans la même histoire Na mesma história.


Quel est doncO que é então
Ce qui nous sépare O que nos separa
Qui par hasard nous réunit Que por acaso nos reúne
Pourquoi tant d’allers, de départs Por que tantas idas, tantas partidas
Dans cette ronde infinie Nessa roda infinita?


On avanceAvançamos
Au fil du temps Na linha do tempo,
Au gré du vent Na vontade do vento,
Ainsi Assim


On vit au jour le jourVivemos todos os dias
Nos envies, nos amours Nossos desejos, nossos amores
On s’en va sans savoir Partimos sem saber que
On est toujours Estamos sempre
Dans la même histoire Na mesma história
La même histoire. Na mesma história

Wednesday, October 28, 2009

Ne me quitte pas


Ne me quitte pas
Il faut oublier
Tout peut s'oublier
Qui s'enfuit déjà
Oublier le temps
Des malentendus
Et le temps perdu
À savoir comment
Oublier ces heures
Qui tuaient parfois
À coups de pourquoi
Le coeur du bonheure
Ne me quitte pas (x4)

Moi je t'offrirai
Des perles de pluie
Venues de pays
Où il ne pleut pas
Je creuserai la terre
Jusqu'après ma mort
Pour couvrir ton corps
D'or et de lumière
Je ferai un domaine
Où l'amour sera roi
Où l'amour sera loi
Où tu seras reine
Ne me quitte pas (x4)

Ne me quitte pas
Je t'inventerai
Des mots insensés
Que tu comprendras
Je te parlerai
De ces amants là
Qui ont vu deux fois
Leurs coeurs s'embrasser
Je te raconterai
L'histoire de ce roi
Mort de n'avoir pas
Pu te rencontrer
Ne me quitte pas (x4)

On a vu souvent
Rejaillir le feu
De l'ancien volcan
Qu'on croyait trop vieux
Il est paraît-il
Des terres brûlées
Donnant plus de blé
Qu'un meilleur avril
Et quand vient le soir
Pour qu'un ciel flamboie
Le rouge et le noir
Ne s'épousent-ils pas
Ne me quite pas (x4)

Ne me quite pas
Je ne veux plus pleurer
Je ne veux plus parler
Je me cacherai là
À te regarder
Danser et sourire
Et à t'écouter
Chanter et puis rire
Laisse-moi devenir
L'ombre de ton ombre
L'ombre de ta main
L'ombre de ton chien
Ne me quitte pas (x4)

Jacques Brel

Ausência


Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado
Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada.
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite.
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa.
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço.
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos.
Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.

Vinícius de Moraes

Sinto falta das pequenas coisas...
A ligação todos os dias durante o segundo intervalo.
As conversas quentes.
Ser olhada e desejada, ser enxergada verdadeiramente.
A ligação do dia seguinte.
Sinto falta daquilo que faltou viver...
Porque é claro que ia acabar, só não esperava que fosse tão cedo.
Saudade de esperar.
Viver um dia de cada vez e ao máximo,
pois a hora de acabar nos é incerta.

Tuesday, October 27, 2009


Acabou. Pena que acabou antes mesmo de começar.
Sei que a poesia me falta, mas a necessidade de colocar em palavras urge.
Me desculpem, mas aí vai...
Talvez eu esteja sendo um pouco dramática, talvez.
Talvez eu que necessite colocar ponto nas coisas.
Talvez com o tempo volte.
Talvez volte em outros.
Só não volta o tempo.
Foi-se o homem, foi-se o anel.
Meu dedo sente a falta do seu peso.
A lembrança sente o peso da falta em mim.
Mas me reencontro aqui, dentro do meu peito, da minha alma, da minha psiquê.
Te quero na minha completude.
A completude me traz certezas.
Estou certa do que quero.
Quero você, sem neura, sem compromisso, sem cobranças.
Quero você enquanto você quiser estar comigo.
"Ninguém vive a paixão impunemente".
Eu não me importo de pagar pelos meus pecados.
Sei que a escrita tá confusa, o que apenas reflete o meu EU de agora.
Mas na vida tudo passa, tudo, um dia, se resolve.

Monday, October 26, 2009


Chorei hoje.
"A saudade é a sombra negra de um passado cor de rosa".
A morte deixa saudades, é o adeus eterno.
Tudo só fica na memória.
O amor é imortal.
O meu amor é imortal...

Saturday, October 24, 2009

Mulher


Quero me afastar de tudo.
A intensidade acaba cedo demais...
As vezes, ela agrava, e se torna um 8,
um infinito, que sempre deseja mais.
A pulsão que circula, não para, não foca em nada mais.
Me descobri mulher, mulher na cabeça que se enxergou no corpo.
Mulher que não acaba mais.

Você

Você é a minha lei
Aquele que me barra
Hoje eu desafiei você
Indiretamente, é claro
Sem você saber...
Foi na sua ausência...
Me libertei!
Mas somente para logo após ver a lei bater na porta
Da minha alma, memória.
Na minha cara.

Tuesday, October 20, 2009

Corpos que tremem


O toque suave do carinho logo abaixo da cintura, no limiar do início da minha calcinha branca, ameaçando tocar seu pano. Cócegas. Incrivelmente não me movo, a carícia é muito boa. A ansiedade perturbadora do silêncio, diz na verdade do desejo que cresce fazendo os corpos tremerem. O desejo de dizer é engolido pela vontade de sentir. Sua mão se encarrega de emerger -se pelo meu corpo, tocando-o com toda a sua plenitude, passeando pela minha cintura, subindo, alcançando os seios. Os corpos se deslocam em opostos num rompante, para as mentes expressarem suas loucuras em palavras. A fala culmina no encontro dos lábios desejantes e fervorosos. Lábios sem controle, perdidos no outro. Minhas pernas me levam a montar nele. Blusa arrancada. Boca no seio. Mãos desesperadas. Ele me deita no sofá com somente um dos braços, arranca a minha calça, me beija e me toma para si. Dois corpos tremem...

Clarisse Lispector


"Sou composta por urgências: minhas alegrias são intensas, minhas tristezas, absolutas. Me entupo de ausências, me esvazio de excessos. Eu não caibo no estreito, eu só vivo nos extremos. Eu caminho, desequilibrada, em cima de uma linha tênue entre a lucidez e a loucura. De ter amigos eu gosto porque preciso de ajuda pra sentir, embora quem se relacione comigo saiba que é por conta-própria e auto-risco. O que tenho de mais obscuro, é o que me ilumina. E a minha lucidez é que é perigosa (como dizia Clarice Lispector). Se eu pudesse me resumir, diria que sou irremediável!".
( Clarice Lispector )

Monday, October 19, 2009

Nome Próprio


Nunca nada foi tão bom,
Eu tenho medo de perder,
Que se percam as palavras,
E eu não saiba mais dizer.
Entender é preciso.
Viver é tão impreciso.
Preciso de você em mim,
Eu em você,
Eu em mim...
Hoje me vejo, me tenho
Me entrego a ti...
Me perco em você, me acho em mim.
Te tenho assim, sem objetos
Sem ser objeto, sem me objetar em ti.
Tenho medo de perder, me encontrar...
Me encontrar em ti, me ver.
Me enxergar em você,
como você se enxerga em mim.
Quero eu, sou eu, amo eu!
Só te amo porque me amo!
Só me entrego porque te quero!
Quero eu em você,
eu em mim
você em você
Nós...
Sinônimo de liberdade, de entrega, cumplicidade
Intensidade de viver!
Cuidado de não subir alto demais
somente o suficiente para conseguir sonhar e ainda sim sentir a terra nos pés...