Wednesday, November 18, 2009

Ridículo isso


Hoje eu escrevo para me organizar, para amenizar a dor, para conseguir sustentar o silêncio.
Hoje eu escrevo e me pergunto se você está ao longe me observando.
Hoje eu escrevo para dispersar a angústia que queima meu corpo.
Hoje eu escrevo para te tirar do meu sistema. Para parar esse gozo desenfreado que é você em mim.
Hoje eu escrevo para me barrar.
Hoje eu escrevo para me proibir você.
Hoje eu escrevo porque senão enlouqueço.
Hoje eu escrevo por você.


Saturday, November 07, 2009

Veja bem, meu bem


Veja Bem, Meu Bem

Los Hermanos

Composição: Marcelo Camelo

Veja bem, meu bem
Sinto te informar que arranjei alguém
pra me confortar.
Este alguém está quando você sai
E eu só posso crer, pois sem ter você
nestes braços tais.

Veja bem, amor.
Onde está você?
Somos no papel, mas não no viver.
Viajar sem mim, me deixar assim.
Tive que arranjar alguém pra passar os dias ruins.

Enquanto isso, navegando vou sem paz.
Sem ter um porto, quase morto, sem um cais.

E eu nunca vou te esquecer amor,
Mas a solidão deixa o coração neste leva e traz.

Veja bem além destes fatos vis.
Saiba, traições são bem mais sutis.
Se eu te troquei não foi por maldade.
Amor, veja bem, arranjei alguém
chamado "Saudade'.

Sonho de uma noite de verão


O vestido verde. Soltinho. Delineando o busto... acima do joelho, escondendo a renda preta da 7/8.
Na esquina da sala quase em breu, a música, eu bruscamente encostada no canto por você.
Mãos, levantado a saia do meu vestido. Sua boca em mim toda, em menos de 1 segundo... ahhh
Meus braços envolvendo o seu pescoço, enquanto você me sobe na bancada, as pernas envolvendo sua cintura. Uma das suas mãos me envolvendo, a outra rasga a minha calcinha preta de cetim...
Você rijo em mim, úmida....
Um leva e trás, mãos, pernas, bocas, línguas...
Explosões, um breve desmaio de menos de 7 segundos...
Corpos suados, cansados, exaustos, extasiados.
Dois sorrisos, duas mãos dadas.
Duas pessoas, dançando no salão...

Sunday, November 01, 2009

Trecho do filme Divã, fala da personagem de Lilia Cabral.

"Fazer o que depois do que foi dito? Argumentar o quê? Eu não amei aquele cara Lopes, eu tenho certeza disso. Não era amor. Então era o quê? Eu tava feliz, eu tava tranquila, tava bem sintonizada, e levei uma porrada. Ai, que sensação horrível. Não era amor. Não, não era amor. Era, era uma sorte, uma travessura, uma sacanagem. Eram dois celulares desligados. Não, não era amor não. Era inverno. Era sem medo. Não era amor. Era melhor.